Operação Lava Jato – Fases

Fases da Operação Lava Jato

A Operação Lava Jato é um verdadeiro marco de combate à corrupção no Brasil. Iniciada em 2014, por uma denúncia de Hermes Magnus, a operação foi e continua sendo responsável por desarticular esquemas extremamente complexos de corrupção, além de uma verdadeira cadeia de propinas e fraudes entre partidos políticos e empresas, envolvendo a maior estatal do país, a Petrobrás.


 

2014

1° Fase – março/2014 – Lava Jato

A Polícia Federal anuncia o cumprimento de 130 mandatos judiciais. Os mandatos terminam com a prisão de 17 pessoas. O doleiro Alberto Youssef é um dos detidos, pois foi apontado de ser o responsável de chefiar o esquema de corrupção.

2° Fase – março/2014 – Bidone

Mais 6 mandatos de busca são cumpridos pela Polícia Federal, além de um de prisão temporária: O ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa. As investigações e escutas mostraram que ele e Alberto Youssef mantinham relações próximas.

3° Fase – março/2014

São cumpridos mandados de busca na Petrobrás, na sede do Rio de Janeiro e em empresas de Macaé.

4° Fase – junho/2014

Pela segunda vez, o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa é preso. Dessa vez, a prisão foi realizada na casa dele, depois de ter passado 59 dias na prisão e ter sido liberado. O motivo desse novo encarceramento foi porque ele tinha escondido da Polícia Federal um passaporte de Portugal e uma conta suíça com 23 milhões de dólares.

5° Fase – julho/2014

Uma nova prisão é feita pela PF. Dessa vez, o condenado é João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida Prado, que trabalhava junto com o doleiro Alberto Youssef. Nessa fase, a Polícia Federal ainda cumpriu sete mandados de busca. Foram apreendidos alguns documentos que apontaram uma nova conta na Suíça, com saldo de 5 milhões de dólares, pertencente a Almeida Prado.

6° Fase – agosto/2014

Mais mandados de busca e apreensão são cumpridos pela Polícia Federal, em empresas relacionadas ao ex-diretor da Petrobrás.

7° Fase – novembro/2014 – Juízo Final

Nessa operação, a Polícia Federal tem como alvo um cartel de empresas da Petrobrás. O ex-diretor é preso, junto com alguns empreiteiros. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na empresa Camargo e Corrêa, OAS, Odebrechet, UTC, Mendes Júnior, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, Engevix e Iesa.


 

2015

8° Fase – janeiro/2015

O início de janeiro é marcado pela prisão do ex-diretor internacional da Petrobrás Nestor Cerveró. Ele foi preso dentro do aeroporto do Galeão, quando voltava de um voo de Londres.

9° Fase – fevereiro/2015 – My Way

A fase cumpriu 62 mandados judiciais e resultou em 4 prisões. O alvo da operação eram os desvios na Diretoria de Serviços da Petrobrás e alguns contratos ilícitos.

10° Fase – março/2015 – Que País é Esse?

A PF volta a prender o ex-diretor de serviços da Petrobrás Renato Duque. Ele foi flagrado tentando esconder da operação da Polícia um matrimônio na Suíça que não era declarado.

11° Fase – abril/2015 – A origem

A PF realiza a prisão de 3 ex-deputados: André Vargas, que era do PT-PR (atualmente sem partido), Luiz Argôlo, ex-PP e hoje do partido Solidariedade-BA e Pedro Corrêa (PP-PE), além de mais quatro pessoas que eram ligadas aos políticos.

12° Fase – abril/2015

A operação é marcada pela prisão do tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que era acusado de desviar dinheiro da Petrobrás para o partido. Além disso, alguns parentes suspeitos de envolvimento são investigados.

13° Fase – maio/2015

O empresário Milton Pascowitch é preso depois de ser apontado como operador de propinas da Engevix. Ele era suspeito de desviar propina na diretoria de serviços da Petrobrás na época em que Renato Duque era o responsável. Também foi considerado uma peça chave nas investigações sobre suspeita de recebimento de propina por José Dirceu.

14° Fase – junho/2015 – Erga Omnes

O nome vem do latim e significa “Vale para Todos”.  Foram enviados 59 mandados. A PF prende o presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht e da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo.

15° Fase – julho/2015 – Conexão Mônaco

É preso o ex-diretor internacional da Petrobrás, Jorge Zelada. Ele sucedeu o cargo logo após Nestor Cerveró ser preso. O nome da operação veio depois que Zelada transferiu 7,55 milhões de euros, da Suíça para Mônaco.

16° Fase – julho/2015 – Radioatividade

O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva é preso temporariamente junto com Flávio Barra, presidente da Andrade Gutierrez Energia. O foco da fase foram os contratos da Eletronuclear para as obras de Angra 3.

17° Fase – agosto/2015 – euleco

José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, é preso preventivamente pela PF, junto com seu irmão, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva. Foram cumpridos mandados em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

18° Fase – agosto/2015 – Pixuleco 2

A operação é uma continuação da fase anterior. Essa etapa visa Alexandre Romano, que antecedeu Milton Pascowitch, responsável por desviar 50 milhões de reais em contratos do Ministério do Planejamento.

19° Fase – setembro/2015 – Nessum Dorma

O nome significa “Ninguém Dorme”. Um dos donos da Engeviz é preso preventivamente. José Antunes Sobrinho já era investigado por corrupção na estatal.

20° Fase – novembro/2015 – Corrosão

A etapa cumpre 11 mandados de busca e apreensão. Também investiga a atuação do novo operador financeiro que é facilitador na movimentação de recursos pagos para os integrantes da diretoria de Abastecimento da Petrobrás.

21° Fase – novembro/2015 – Passe Livre

É preso em um hotel de Brasília o pecuarista José Carlos Bumlai, que é amigo de Lula. Segundo a PF, as novas investigações possuem foco na contratação de um navio da Petrobrás, com indícios de fraude na licitação.


 

2016

22° Fase – janeiro/2016 – Triplo X

A fase foca na investigação é o condomínio no Guarujá, o Solaris. O ministério público federal investiga todos os apartamentos desse condomínio após suspeitas de uso das unidades para lavagem de dinheiro. O nome Triplo X vem da referência do tríplex que era associado à família de Lula.

23° Fase – fevereiro/2016 – Acarajé

Sérgio Moro decreta a prisão do marqueteiro João Santana. A operação investiga o pagamento de 7,5 milhões de dólares realizados a João Santana em contas no exterior. A principal suspeita da Polícia Federal, é que esses valores tenham sido desviados da Petrobrás para financiar campanhas do PT. A mulher de Santana também é presa, Mônica Moura.

24° Fase – março/2016 – Aletheia

A operação realiza buscas no prédio do ex-presidente Lula. A procuradoria da República também afirma que o Instituto Lula foi beneficiado por “pagamentos vultuosos”, através de algumas empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobrás.

25° Fase – março/2016 – Polimento

Essa operação é a primeira fase da Lava Jato em território internacional, em Lisboa, Portugal. A operação prendeu Raul Schmidt Felipe Junior, dentro do apartamento que morava. Raul é investigado pelo pagamento de propina aos principais ex-diretores da Petrobrás.

26° Fase – março/2016 – Xepa

O principal foco é a Odebrecht e os pagamentos de propina. No total, 110 mandados foram expedidos. Sendo 67 de busca e apreensão, 11 de prisão temporária, 4 de prisão preventiva e 28 de condução coercitiva.

27° Fase – abril/2016 – Carbono 14

São presos o dono do Diário do Grande ABC, Roman Maria Pinto e o ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira. A procuradoria também afirma que José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, recebeu empréstimos ilícitos no valor de R$ 12 milhões a pedido do PT. O foco da operação foi o destino desse dinheiro. Por ordens do PT, 6 milhões foram usados para pagar propina ao empresário Ronan Maria Pinto.

28° Fase – abril/2016 – Vitória de Pirro

Um dos alvos foi o ex-senador do PTB-DF Gim Argello, que foi preso preventivamente. A casa Argello e de dois assessores que trabalhavam para ele são alvos dos agentes federais que cumpriam ordens judiciais. O senador Delcídio do Amaral afirmou que o ex-senador Argello cobrava propina das empreiteiras para não fazer a convocação de executivos para a CPI Mista da Petrobrás. De acordo com o Ministério Público Federal, foram encontradas evidências de que Argello recebeu pagamento de propinas das empresas UTC Engenharia e OAS.

29° Fase – maio/2016 – Repescagem

A fase da Operação Lava jato investiga diversos crimes, como formação de quadrilha, corrupção tanto ativa quanto passiva e lavagem de dinheiro. Um pedido de prisão preventiva contra João Cláudio Genu é expedido. Genu era ligado ao ex-deputado José Janene, que era do PP-PR e foi morto em 2010. A Lava Jato confirmou que Genu atuava no esquema de corrupção da Petrobrás, recebendo propinas mensais.

30° Fase – maio/2016 – Vício

A fase foca em investigar contratos de empresas que forneciam tubulações para a Petrobras. Elas teriam se envolvido com um montante de propina de 40 milhões do ex-ministro José Dirceu, que foi condenado a 23 anos de cadeia. Além disso, empresas são investigadas por terem usados contratos ilícitos de prestação de serviços que eram repassados à diretoria de serviços e engenharia e diretoria de abastecimento da Petrobras.

(Desdobramento)  junho/2016 – Custo Brasil

Essa operação foi um desdobramento da operação Pixuleco, do ano anterior. Segundo a Polícia Federal, o principal objetivo da operação era verificar o pagamento de R$ 100 milhões em propina. Todo o dinheiro era referente a contratos com serviços com uma empresa de informática. Foram realizados 11 mandados de prisão preventiva, 14 de condução coercitiva e 40 mandados de busca e apreensão na casa dos investigados. A Polícia Federal investiga a sede do PT em São Paulo. Além disso, o ex-ministro do planejamento Paulo Bernardo foi preso.

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