Advogado de Dilma pede a retirada do coordenador da junta pericial que auxiliará o processo de Impeachment

07 de julho de 2016
0

Alegando que o coordenador da junta pericial, Diego Pradino Alves, tem forte engajamento contra Dilma, o advogado de defesa da presidente afastada solicitou à Comissão Especial de Impeachment a retirada do consultor legislativo da junta que auxiliará o processo.

Nomeado coordenador da junta pericial que irá amparar o processo de Impeachment, Diego Pradino também terá o apoio de outros dois servidores concursados do Senado. Por solicitação da defesa de Dilma, a junta analisará tecnicamente os documentos envolvidos na denúncia de crime de responsabilidade contra a presidente Dilma.

Pradino postou algumas mensagens em uma rede social expressando seu posicionamento político, essas mensagens foram lidas pelo Senador Lindbergh, mas o mesmo relatou que as mensagens foram apagadas assim que Pradino foi nomeado coordenador da junta pericial que auxiliara o processo de Impeachment. A acusação de Dilma, bem como senadores da base do governo disseram que os fatos relatados não caracterizam parcialidade, e decidiram manter Diego Pradino Alves na coordenação da junta.

-RECURSO

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, indeferiu o recurso da defesa de Dilma contra o tempo limitado para as respostas das testemunhas. Pelo procedimento da Comissão Especial de Impeachment, os depoentes têm no máximo três minutos para responder aos questionamentos. A defesa de Dilma sustenta que esse tempo é insuficiente.

José Eduardo Cardozo, advogado de defesa de Dilma, observou que o recurso contra o tempo limitado para as respostas das testemunhas, foi feito com base em uma argumentação em tese. José Eduardo Cardozo informou à Comissão Especial de Impeachment que reuniu evidências, a partir dos primeiros depoimentos de testemunhas, para formular um novo recurso, mais embasado, que será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal.

A senadora Gleisi Hoffmann questionou ao presidente Raimundo Lira, se os senadores poderiam usar de forma flexível o tempo total de questionamento das testemunhas. A questão ainda será respondida por Lira.

Agora só nos resta aguardar a resposta do Supremo Tribunal Federal ao novo recurso do advogado de Dilma. Continue acessando o nosso portal para acompanhar o desenrolar desse caso, e ainda se inteirar de outras notícias sobre política e outros temas.